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Eu mudo minhas folhas, mas não troco minhas raízes; eu mudo minhas opiniões, mas mantenho meus princípios, e sempre faço o que não consigo para aprender o que não sei.
mai 132012

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Hoje de manhã, você ficou um bom tempo segurando um livrinho, até que rezolveu pôr na boca. Desde os 4 meses, pede chão. Fica olhando atentamente as brincadeiras das outras crianças, aparentemente, doido para participar. Um grande soltador de puns, alguns… Sonoríssimos… Com um ês e ouquinho, quase caiu do trocador, de tanto que se mexia na hora das fraldas. Faz bagunça como nenhum outro no banho. Dorme pouco e mama muito e acorda cedo, como os outros dois. Gosta mesmo é de colinho, leitinho e banho. Gosta dos irmãos, se joga para ir no colo do avô. Vive se arranhando com as unhas, por mais que tentemos mantê-las em dia. Enfia a mão inteira dentro da boca; na verdade, enfia as duas mãos. Minhoca bastante… Vira de ladinho e já tenta sentar. Vomita e baba bastante. é risonho. Dá seus gritinhos de alegria aparentemente do nada. De vez em quando, faz carinho bem de leve. Meus seios estão cheios das marcas dos seus apertões e puxões…

Um dia, aparentemente por ter sentido uma dor grande no dente, enfiou a mão com tudo na boca e mordeu. Resultado: deu um gritão e começou a chorar.

Tempos depois, provavelmente ao sentir a mesma coisa, pegou a minha mão e enfiou com tudo na boca e mordeu. Deve ter pensado, com seus recurcinhos: epa! essa aqui não dói!

é cheinho, fofinho. A mãozinha está começando a ficar mais larga nas laterais. O cabelinho está arrepiado e grande em cima e caindo dos lados e atrás. Gosta de olhar as coisas. Já saiu varrendo uma prateleira com a mão na última vez em que fomos ao supermercado. Estende a mão para tudo que lhe interessa e, então, faz um movimento brusco, tentando agarrar. às vezes erra, quando se concentra e, em seguida, tenta outra vez.

Deus te abençoe, meu filho.

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Em algum lugar, tudo faz sentido As ações condizem com o que foi dito ]Há força para fazer o que for preciso E lucidez para contabilizar o que foi vivido.

Em algum lugar, há mais que lua Lua de luz pura, quase ensolarada Onde a virtude acolhe o vício e não se disvirtua E onde o nada que parece tudo, volta, finalmente, a ser nada.

Em algum lugar, está o futuro Claro, puro, que a gente hoje não vê Não é poesia, nem utopia, nem absurdo.

Finda a espera, pouco há para se dizer Esse é o lugar para onde estamos indo Esse é o lugar onde eu amo você.

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Eu devia aproveitar os poucos minutos sem crianças em casa para arrumar algumas coisas que imploram um mínimo de ordem, mas tinha que vir aqui. Pra falar… Pra dizer… Simplesmente que está doendo. Que, eventualmente, essa dor encontrará um nível que seja administrável, mas que aqui, agora, nesse preciso momento, está doendo. Muito. E não há muito que possa fazer a respeito… Apenas minorar o caos dos quartos, rezando para que algum ponto dentro de mim extremamente álgico encontre algum equilíbrio, com a nova disposição das coisas aqui fora.

Mas não esperava que doesse tanto e por tanto tempo. E diante das grandes dores, como também diante das grandes luzes, eu me sinto mínima, medíocre, insignificante, desprezível, quase. E que diante de tudo isso, o que mais consola é saber que tudo passa sobre a terra…

Tanta coisa para escrever, mas tudo isso me submerge, fazendo com que me sinta quase incapaz.

De qualquer modo, parabéns, Estêvão… Parabéns, Cristóvão e obrigada por tudo……. E, se um dia lerem isso, não me julguem tão severamente pelo silêncio dos últimos meses…

Em toda parte eu tenho que fingir que estou como sempre estive e aqui, apenas aqui, eu me reservo o direito de não precisar mentir.

“Eu guardo-te comigo E sinto tanto, tanto A sua falta”

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Eu fico tentando fazer pontes para alargar o meu mundo e isso é profundamente necessário. Mas não é que meu mundo aqui seja pequeno. Na verdade, acho que meu mundo daqui é grande demais…

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Mundo maiorado,

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